Guia contábil para a liderança da sua igreja

Liderar uma igreja é, acima de tudo, um chamado espiritual. É cuidar de vidas, pregar o Evangelho e edificar a comunidade na fé. No entanto, junto a essa nobre missão, existem responsabilidades terrenas que são igualmente cruciais para o bom testemunho e a saúde da congregação. A contabilidade é uma delas. Muitos líderes, por focarem corretamente na área espiritual, podem ver a gestão financeira e contábil como um fardo burocrático, mas a verdade é que ela é uma ferramenta poderosa de mordomia, transparência e organização. Compreender os princípios básicos da contabilidade eclesiástica não é apenas uma obrigação legal, mas um ato de zelo com os recursos que Deus confia à sua igreja. Este guia foi pensado para você, pastor, tesoureiro ou membro da diretoria, para desmistificar esse tema e equipá-lo para uma liderança ainda mais eficaz.

Por que entender a contabilidade da sua igreja?

Primeiramente, a boa gestão contábil é uma expressão de mordomia cristã. Cada dízimo e oferta entregue no altar representa o sacrifício e a fidelidade dos membros. Administrar esses recursos com diligência, registrando cada entrada e saída de forma clara e precisa, honra a Deus e à confiança depositada pela congregação. Uma contabilidade organizada permite que a igreja cumpra sua missão de forma sustentável, garantindo que haja recursos para a manutenção do templo, o sustento dos obreiros, os projetos missionários e as ações sociais. É a estrutura que sustenta a visão, transformando o planejamento em realidade.

Do ponto de vista legal, uma igreja é uma pessoa jurídica, uma organização sem fins lucrativos com um CNPJ ativo. Isso significa que ela possui obrigações perante o Fisco, mesmo gozando de imunidade tributária para impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços. A imunidade não isenta a igreja de entregar declarações anuais, como a ECF (Escrituração Contábil Fiscal), e de cumprir com as obrigações trabalhistas e previdenciárias de seus funcionários e ministros. Ignorar essas responsabilidades pode resultar em multas pesadas, bloqueio do CNPJ e até mesmo problemas legais para os seus dirigentes, manchando o testemunho da comunidade.

Além da mordomia e da conformidade legal, a contabilidade serve como uma ferramenta estratégica para a liderança. Relatórios financeiros bem elaborados, como o balanço patrimonial e o demonstrativo de fluxo de caixa, oferecem um diagnóstico claro da saúde financeira da igreja. Com base nesses dados, a liderança pode tomar decisões mais seguras e informadas. É possível planejar a compra de um terreno, a reforma do templo, a contratação de um novo funcionário ou a ampliação de um projeto social com a certeza de que há fôlego financeiro para tal. A contabilidade transforma a "fé sem obras" em um planejamento sólido e executável.

O papel da liderança na gestão transparente

O pastor, como líder espiritual e muitas vezes presidente da instituição, tem um papel fundamental em estabelecer uma cultura de integridade e transparência. Embora não precise ser um especialista em contabilidade, ele deve compreender os princípios básicos para supervisionar o trabalho da tesouraria e dialogar com o contador. Sua função é zelar para que as melhores práticas sejam adotadas, incentivando a diretoria a realizar prestações de contas periódicas e a comunicar a situação financeira à igreja de forma clara. Ao demonstrar que se importa com a organização administrativa, o pastor inspira confiança e mostra que o zelo se estende a todas as áreas da vida da igreja.

A tesouraria e o conselho fiscal são os guardiões diretos da saúde financeira da congregação. A responsabilidade deles vai além de pagar contas e contar ofertas. É preciso criar e seguir processos bem definidos: como as doações são registradas, como as despesas são autorizadas e comprovadas (sempre com nota fiscal), e como os pagamentos a pastores (prebenda) e funcionários (salário) são realizados corretamente para evitar problemas trabalhistas. A diretoria é corresponsável legalmente pela gestão, e por isso, todos os membros devem estar cientes dos números e participar ativamente das decisões financeiras, sempre documentando tudo em ata.

Para garantir a transparência na prática, a liderança pode adotar medidas simples, mas de grande impacto. A primeira é a elaboração de um orçamento anual, que deve ser discutido e aprovado pela assembleia de membros. Outra prática essencial é a contagem dos dízimos e ofertas por, no mínimo, duas pessoas não aparentadas, que assinam um relatório ao final do processo. Por fim, apresentar relatórios financeiros simplificados periodicamente aos membros, seja em um mural, boletim ou durante as assembleias, fortalece a confiança e o senso de pertencimento, mostrando a todos como os recursos do Reino estão sendo aplicados para a glória de Deus.

Gerir a contabilidade de uma igreja é, sem dúvida, uma grande responsabilidade, mas não precisa ser um caminho solitário ou complexo. Encará-la como parte do ministério transforma a burocracia em um ato de adoração e cuidado. Ao priorizar a organização, a conformidade legal e a transparência, a liderança não apenas protege a igreja de problemas, mas também fortalece seu testemunho perante a comunidade e o mundo. Sabemos que seu tempo e foco devem estar na missão principal da igreja, e é por isso que uma assessoria contábil especializada é sua maior aliada. Se você deseja garantir que sua igreja esteja em dia com todas as obrigações e pronta para crescer de forma saudável, estamos aqui para ajudar. Entre em contato conosco e descubra como podemos caminhar juntos nessa jornada.

A IGREJA OU PASTOR DE IGREJA PODE SER MEI?

IGREJA PODE SER MEI?

Para esclarecer todas as dúvidas relacionadas a este tema, precisamos esclarecer que a igreja não pode ser um MEI.

Isso porque, pela legislação vigente, a CNAE de uma igreja é 9491-0/00 – Atividades de organizações religiosas ou filosóficas que não constam na lista de ocupações permitidas para microempreendedores individuais.

Além disso, é preciso compreender que o MEI é um tipo de empresa, enquanto que as igrejas são tratadas pelo nosso Código Civil, como organizações religiosas.

“Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

I – as associações;

II – as sociedades;

III – as fundações.

IV – as organizações religiosas; (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)

V – os partidos políticos. (Incluído pela Lei nº 10.825, de 22.12.2003)

VI – (Revogado pela Lei nº 14.382, de 2022)

§ 1º São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.”

PASTOR PODE SER MEI?

Chegando a este ponto, você já sabe que a igreja não pode ser um MEI. No entanto, você também pode se perguntar se um pastor pode se tornar um MEI.

No dilema de fugir do fisco, o MEI é recomendado para receber os valores provenientes a serviços prestados ou venda de produtos, pois até a publicação deste artigo, o MEI pode ter um limite de entradas de até R$ 81.000,00 anual.

Porém, precisamos esclarecer que pastores também não podem ser MEI pois o tipo de atividade que exercem não está na lista de ocupações permitidas ao Microempreendedor Individual.

QUAL É A NATUREZA JURÍDICA DE UMA IGREJA?

Como não estão organizadas como corporações e empresas, as igrejas não podem ser MEI. No entanto, eles ainda podem ter e precisar de um CNPJ para exercer suas atividades.

De acordo com a nossa legislação, igreja é uma organização religiosa, pessoa jurídica de direito privado, que se constitui após a elaboração da ata e estatuto e respectivo registo no Cartório de Pessoas Jurídicas.

Quer regularizar uma Igreja Evangélica?

Se você precisa regularizar uma Igreja Evangélica, não deixe de nos enviar seu contato. Estamos lhe esperando o quanto antes!

5 dicas para começar e otimizar o planejamento financeiro na sua igreja

A gestão financeira é um dos aspectos mais importantes e delicados da administração de uma igreja. Um mau gerenciamento dos recursos preparados por Deus pode impedir uma congregação de crescer, ou até mesmo impossibilitar que se mantenha de forma adequada. E como em todas as outras áreas da igreja, é necessário que exista um planejamento também na gestão de financeiro. 

O planejamento financeiro facilita o entendimento da realidade da igreja, ajudando a acompanhar os recursos que entram e saem, o que está disponível para ser investido, e quais os períodos com mais gastos e contribuições. Tendo esse panorama, a igreja consegue planejar ações a longo prazo, criar metas e colocar projetos em prática. 

Essa organização pode ser trabalhosa no início, mas o resultado é uma mudança positiva na forma como a igreja lida com as finanças. 

Neste artigo, vamos te ajudar a dar os primeiros passos para otimizar ou iniciar um planejamento financeiro que ajude sua igreja a alcançar os resultados que deseja. Confira! 

Dica 1: Escolha o responsável pelas finanças. 

Em congregações pequenas, é comum que o pastor também cuide das finanças e da gestão administrativa da igreja. Porém, o ideal é que essa área tenha pelo menos um voluntário ou um funcionário para cuidar especialmente disso.

O financeiro é uma área delicada, pois gerir os recursos da igreja é algo desafiador e que merece muita atenção. Um pastor atarefado pode não conseguir dedicar o tempo necessário para isso, ou acabar deixando de lado outras responsabilidades para atender a gestão financeira. 

A liderança deve selecionar alguém de confiança e com os conhecimentos fundamentais para atender essa área com o cuidado e dedicação que o financeiro necessita. 

Dica 2: Tenha um fluxo de caixa sempre atualizado e detalhado 

O fluxo de caixa nada mais é do que uma relação de todos os recursos que entram e saem. É uma ferramenta simples mas que pode ajudar muito a igreja a enxergar um panorama da sua situação financeira.

Para fazer o fluxo de caixa, é preciso levar em consideração o saldo inicial, as receitas (entradas), as despesas (saídas), e o saldo final. Tendo isso, é fácil definir quais são as entradas e saídas fixas da igreja, um passo fundamental para a gestão financeira de qualquer instituição. 

Atualizar esses dados com a maior frequência possível deve ser um hábito. Sem isso, é impossível fazer um planejamento financeiro. Igrejas que não fazem o fluxo de caixa, ou que não o atualizam, não tem uma perspectiva de como serão seus gastos futuros, não conseguem se planejar para grandes projetos e não tem uma segurança para evitar possíveis problemas financeiros.

Tendo essas informações sempre atualizadas, é possível compreender com clareza se sua igreja precisa de mais arrecadação, ou se a situação é propícia para novos investimentos. 

Dica 3: Faça um orçamento mensal e anual. 

Baseado nos períodos anteriores, a igreja deve fazer uma definição de quanto espera receber e gastar nos meses futuros. É importante que, além de uma previsão de acordo com os dados já analisados, essa definição compreenda necessidades e desejos da igreja. Por exemplo: se em um mês houve um gasto maior do que o planejado, o ideal é que o orçamento para o próximo seja mais restritivo, para que a congregação não tenha dificuldades em pagar as contas. Da mesma forma, se há recursos sobrando, é possível planejar investimentos maiores para o próximo período. 

É essencial também definir o quanto se deseja gastar com diferentes áreas da igreja. Os recursos destinados para a manutenção e contas fixas jamais devem ser utilizados para investir em novos projetos ou melhorias que não sejam essenciais. Cada tipo de investimento deve ter seu próprio orçamento. 

Dica 4: Conte com recursos tecnológicos

Nos últimos anos, a tecnologia se tornou uma grande aliada das igrejas, e não deve ser diferente com o planejamento financeiro. 

Utilizando um software específico para isso, a igreja consegue automatizar diversos processos, tornando o trabalho mais eficiente mesmo com uma equipe pequena. Além disso, as informações ficam centralizadas em um só lugar acessível por toda a equipe, sem precisar depender de diversas planilhas e documentos. O benefício mais importante de utilizar recursos tecnológicos no planejamento financeiro é ter a informação real, já que usar uma plataforma diminui muito as chances de erro humano. 

Dica 5: Envolva a liderança da igreja no planejamento. 

O objetivo do setor financeiro da igreja é possibilitar que os diversos ministérios façam seu trabalho e cumpram seu propósito da melhor maneira possível, de acordo com os recursos disponíveis. Para isso, é indispensável que os pastores e os líderes de cada ministério estejam cientes da situação financeira da igreja. 

O planejamento financeiro deve incluir orçamentos específicos para cada área da igreja, portanto os líderes e os responsáveis pelas finanças precisam realizar essas definições em conjunto. Isso não quer dizer que eles devem estar envolvidos nos pormenores, mas sim que devem estar sempre bem informados. Assim, os ministérios também entendem quando é um bom momento para investimentos grandes, novos projetos e eventos, e quando a igreja deve poupar gastos.

Todas as igrejas podem se beneficiar com um bom planejamento financeiro, e seguindo essas dicas você terá uma visão mais clara do que precisa ser feito no âmbito de gestão para cumprir seu propósito para o Reino de Deus. Planejar é o melhor caminho para chegar aonde se deseja! 

Como alugar um imóvel para sua Igreja sem dor de cabeça

Uma Igreja necessita de uma estrutura para comportar adequadamente seus membros. Templo, cantina, salas de aula são o mínimo necessário para que a igreja tenha uma estrutura confortável. Porém, para igrejas que estão em início de atividades isso se torna algo muito complexo. Pois a grande maioria das pequenas igrejas começam suas atividades em um imóvel alugado.

O grande problema, é que muitos pastores não possuem conhecimento sobre os direitos e deveres que os inquilinos, que neste caso é a igreja. Por conta disso, apresentaremos alguns cuidados que a igreja deve ter ao alugar um imóvel.

Responsabilidade pelo imóvel alugado

O ideal é que a responsabilidade pelo imóvel seja da própria instituição, ou seja, deve estar em nome da Igreja. Porém, isso está longe de ser uma realidade. Primeiramente, antes de qualquer coisa, a grande parte das pequenas igrejas não estão regularizadas. Com isso, costumam alugar seus imóveis em nome de suas igrejas fundadoras.

Em um primeiro momento, isto é aceitável. Porém o ideal é que a Igreja filial também esteja regularizada, através de ata de fundação de filial e CNPJ, o que também está longe de acontecer. O mais comum é que a Igreja

Primeiros passos para alugar um imóvel

A legislação para os aluguéis é bem complexa. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados antes de se decidir pela locação de um imóvel. Na maioria das vezes, o locador precisa apresentar uma garantia, como um adiantamento de duas ou três vezes o valor do aluguel ou um fiador, que também é algo muito complicado de se conseguir, por conta de toda a burocracia.

Também é muito importante verificar se o imóvel possui sua documentação regularizada, como o IPTU por exemplo. Um detalhe importante que deve ser verificado é se o imóvel em questão está em nome do negociador do aluguel, para evitar problemas futuros.

O contrato de locação

Os direitos e deveres do locador e locatário de qualquer imóvel devem estar claramente assegurados pelo contrato de locação. É de extrema importância que o contrato de locação estabeleça todas as características do imóvel, além do que pode ou não ser modificado, evitando conflitos no futuro.

Outro ponto importante é a forma como será reajustado o aluguel. Normalmente o reajuste se baseia no IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) e é reajustado anualmente.

Também é importante descrever as responsabilidades de ambas as partes. Em geral, os problemas estruturais do imóvel, como as infiltrações e rachaduras nas paredes, são de responsabilidade do proprietário. Já os problemas causados pelo uso diário do imóvel, como uma torneira quebrada ou paredes sujas, são de responsabilidade do locatário.

Em relação a qualquer tipo de reforma do imóvel, o proprietário deve concordar. Isto também deve ser previsto em contrato.

Ainda sobre a estrutura do imóvel, cabe a igreja se responsabilizar pelo isolamento acústico do imóvel, evitando problemas com vizinhos, principalmente se a igreja estiver localizada em um ponto residencial.

As taxas

Em geral, o pagamento das contas de água e luz são de responsabilidade do inquilino, já que é ele quem está utilizando os serviços. Já o IPTU, deve estar previsto em contrato, prevendo a responsabilidade de pagamento do mesmo.

Caso tenha alguma dúvida sobre os direitos e deveres, é recomendável que, antes fechar o negócio, você procure um advogado para rever suas cláusulas e aconselhá-lo a proceder.

Isenção Fiscal x Imunidade Tributária: entenda a diferença

Há diversas pessoas que confundem conceitos como isenção e imunidade. Apesar de ambas estarem ligadas à tributação, trata-se de duas coisas diferentes. Devido a isso, preparamos um artigo sobre isenção fiscal e imunidade tributária. Entenda a diferença!

O que é imunidade tributária?

A imunidade tributária ocorre quando na Constituição é notificado o impedimento de cobrança de tributos a certos contribuintes. Ela se aplica, por exemplo, no caso de entidades religiosas pois são organizações sem fins lucrativos e também de interesse social. Segundo o artigo 150 da Constituição:

“Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

VI – instituir impostos sobre:

b) templos de qualquer culto;”

Na Constituição há uma base jurídica que assegura o livre exercício de templos de qualquer culto religioso no Brasil. Isso ocorre desde que não sejam transgredidos os direitos e princípios de cada uma.

As organizações religiosas são qualificadas como pessoas jurídicas de direito privado e estão separadas e descritas nas prescrições legais nacionais. Isto implica em ter também deveres a cumprir.

O que é isenção fiscal?

Enquanto a imunidade tributária é, certamente, uma garantia constitucional, com a isenção fiscal acontece diferente. O FISCO é quem observa quais são as instituições que estão de acordo com suas obrigações acessórias e, consequentemente, quem poderá solicitar isenção de certos impostos.

Apesar de imunidade ficar conhecida popularmente como isenção, não é correto confundir os dois termos. Imunidade tributária é um direito garantido às Igrejas na Constituição (desde que estejam regulares).

Já a Isenção fiscal pode ser concedida através de uma lei que especifique as condições exigidas para a sua concessão, assim como quais tributos ela se aplica e qual o prazo de sua duração da isenção.

Quais são os direitos obtidos a partir da obtenção de cada uma?

O principal direito obtido a partir da obtenção da imunidade tributária está ligado à arrecadação de dízimos e ofertas. Com isso, todo o valor arrecadado pelas organizações religiosas que possua natureza não deve ser tributado.

Porém, de acordo com o Código Tributário Nacional, a imunidade só será concedida em casos em que a Igreja:

Além disso, a imunidade tributária é concedida apenas à Igreja. Sendo assim, qualquer valor recebido por pastores, ministros ou prestadores de serviços deve ser tributada.

Dentre as isenções mais conhecidas, citamos o IPTU e o IPVA. Porém, para que sejam concedidas, devem ser solicitadas e cumprirem uma série de requisitos para que sejam obtidas.

Vale ressaltar que cada região possui suas particularidades. Existem cidades em que a isenção de IPTU só é concedida a igreja em casos onde a mesma é proprietária do imóvel.

Como posso solicitar uma isenção fiscal?

IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano

Para requerer a isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) é necessário comparecer à Prefeitura Municipal e fazer o requerimento junto a Secretaria de Fazenda. Em geral, são solicitados documentos como

Isenção de IPVA

Para requerer a isenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), o interessado deve se dirigir à unidade de atendimento da Secretaria de Estado de Fazenda e apresentar a documentação que comprove que o veículo é de propriedade da igreja.

Conclusão

O ponto determinante para se conseguir todos esses benefícios é que a Igreja esteja totalmente regular. Igrejas que não possuem CNPJ não podem requerer esse benefícios. Por isso a contratação de um escritório de contabilidade especializado na regularização de igrejas evangélicas é essencial.

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Como abrir conta bancária para Igrejas?

Um passo considerado importante após a regularização da Igreja é a abertura de conta bancária. Existem muitos pastores que entendem a necessidade de regularização apenas quando precisam abrir uma conta bancária.

A abertura da conta em banco para organizações religiosas é de grande importância para o recebimento de doações, prestações de contas e controle do fluxo de caixa. Mesmo assim muitos pastores não sabem como abrir conta bancária para Igrejas.

As Igrejas são obrigadas a abrir conta bancária?

A abertura de uma conta bancária não é obrigatória. Se sua igreja está iniciando, recomendamos que analise os custos e se sua igreja mantém dinheiro em caixa o suficiente para abrir uma conta.

Se o dinheiro permanece por pouco tempo em mãos, talvez não seja necessário abrir uma conta bancária para sua igreja.

Quais são os benefícios de uma conta bancária para minha Igreja?

Por outro lado, a abertura de uma conta bancária facilita a arrecadação de dízimos e ofertas. A utilização de conta bancária também ajuda por trazer mais segurança, agilidade e flexibilidade, tanto para os pastores, quanto para os membros.

Abrir conta bancária para Igrejas: Principais dificuldades

Infelizmente, são muitos os relatos de que há uma grande burocracia envolvida na abertura de contas bancárias para entidades sem fins lucrativos.

Muitos pastores relatam que os prazos dados pelos bancos longos e que muitas vezes não recebem o retorno. Além disso, muitos gerentes de bancos não sabem como proceder diante da estrutura administrativa das Igrejas.

Por isso, antes de comparecer ao banco para solicitar a abertura da conta, é preciso que o próprio pastor entenda como funciona a estrutura administrativa da sua própria igreja. Contar com uma assessoria contábil especializada é de extrema importância!

Antes de comparecer ao banco, verifique em seu estatuto quem são os responsáveis por movimentações financeiras. O mais comum é que o presidente seja o responsável em um conjunto com o tesoureiro. Em outros casos, o pastor presidente pode ser o único responsável por toda a movimentação financeira.

Com essas informações bem esclarecidas, você terá condições de argumentar com o gerente sobre a estrutura administrativa da sua igreja.

Quais documentos precisarei?

O primeiro passo é o que mais falamos por aqui: regularize sua Igreja! Não é permitido a abertura de contas em nome de Igreja sem que esta esteja regularizada, ou seja, CNPJ regular e ativo.

Além do CNPJ regular e ativo, serão solicitados os seguintes documentos:

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